Quando nunca “tá bom”

A dificuldade de entender o outro é nada mais do que normal e adequado. Há um certo desconforto ou incômodo quando se trabalha ou convivem com pessoas que possuem comportamento, o qual, para mim, são os traços de personalidade do sujeito. Cabe a pergunta? A dificuldade de entender o outro ou de lidar com o outro é só minha? E esse outro que “incomoda” entende ou se dá conta disso? O que abaixo tentarei escrever neste blog, é fruto de uma das sugestões que recebi, ao solicitar, no Instagram @psicologocleuber.

Como postei esses dias: “na maioria das vezes o problema não é o outro”. Mas não há dúvida que alguém que oscila de humor de forma recorrente, está com dificuldade de escuta/escutar-se. Sendo assim, sente que o ambiente não o favorece. Os sentimentos de persecução se intensificam. A dificuldade de relacionamento fica prejudicada e a lista de sintomas aumenta a ponto de comprometer a sua qualidade de vida. Então os problemas avançam ao ponto que as identificações entre alguns colegas de trabalho, amigos, ou familiares, depende o caso, são a pólvora pronta para ser acessa e explodir. E daí dá pra imaginar as consequências.

Percebam que “é uma sequência de um monte de coisas; tudo enrolado, tudo junto e misturado e separado ao mesmo tempo”. Um quiproquó. Por quê? Porque há um id (inconsciente) que borbulha uma vez que se identifica com outro id e essas identificações causam os problemas nos relacionamentos, as discussões, e conflitos que poderão trazer prejuizos nas questões pessoais e profissionais.

Parece fácil dizer como isso pode ser amenizado ou evitado. Mas não é. Há pessoas que lidam muito bem com essas situações. Há outras que não. Há algumas que mais ou menos. E aí por diante.

Diante de tudo isso, se vale a dica, e não é conselho, sugiro que quando isso acontecer, questione-se: “qual a parte que me incluo nessas questões ou comportamento ou sentimentos do outro? Será que posso lidar melhor com isso? Será que olhando de fora do olho do furacão posso entender melhor? O que será que está a acontecer com esse colega, amigo?”. São alguns questionamentos que sugiro fazer para melhor compreender, assim como evitar o conflito, pois entendam todos que o sujeito conflituoso o é por questão de traços de sua personalidade e seu id, como um “radar”, “caça” id’s que estão de portas abertas, com suas falhas expostas, a fim de encontrar passagem e descarregar seu só (“botar a boca em alguém”), como, por exemplo: discutir por nada, inclusive até por um bom dia que entendeu, na sua forma de entender, que não foi adequado. São aqueles sujeitos que “nunca tá bom”, que reclamam até do vento quando muda. Descrevo assim, com todo respeito, na busca de mostrar o mais próximo da realidade, do cotidiano. Pessoas que tem ou apresentam esses comportamento, não tem consciência disso até se dar por conta. Ou seja: dependerá de estar dentro do seu tempo, pois não se escutam, tem dificuldade de escuta. Não tem atributos para isso, no momento. Não aprenderam a escutar. E precisam de ajuda, pois sofrem muito. E sem desejar, podem causar sofrimento ao outro e este sofrimento que o outro acaba sentindo é praticamente assemelhado ao do que causou-o.

Alguém pode perguntar: “mas o que tenho eu a ver com o problema do outro?” Respondo: nada! “Mas o que posso fazer, então, se isso está ocorrendo no meu trabalho?” Escute-se; cuide-se e assim você já estará ajudando muito a si e ao outro.

Tem um meme por aí que adoro: “quem cuida de si, já cuida do outro”.

Obrigado! Psicólogo Cleuber Roggia

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